domingo, 6 de março de 2011
"Até o Silêncio Tem um Fim"
"Tendo perdido toda a minha liberdade, e com ela tudo aquilo que era importante para mim; afastada à força dos meus filhos, da minha mãe, da minha vida e dos meus sonhos; como pescoço preso a uma árvore, sem poder mexer-me, nem levantar-me, nem sentar-me, beber ou comer, ou mesmo de satisfazer livremente as necessidades mais elementares do meu corpo; na condição de mais infamante humilhação, mesmo assim conservava a mais preciosa das liberdades, que ninguém conseguiria alguma vez retirar-me: a de decidir quem eu queria ser."
Ingrid Betancourt
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