(...) naquele instante o silêncio agarrou-me carinhosamente e sussurrou-me ao ouvido, onde por momentos temi, mas o peso colossal das pálpebras, o meu corpo exausto, que a cada segundo se entranhava mais naquele chão persevero e compacto, e o desejo de liberdade naquele mundo, onde tudo é possível e que quem comanda somos nós, fez com que a minha insegurança desvanecesse e me deixasse levar pelas garras inofensivas do silêncio, para o lugar onde ele me havia sussurrado e garantido que (...)Olhei em meu redor e senti-me rodeado por um vazio confortante, olhei para os meus pés e vi areia, quente, a envolverem-se neles como se quisesse ficar presa nos mesmos, já o sol estava bem lá no alto a observar-me, parecia examinar cada movimento meu, que executava ao longo do meu percurso. À medida que caminhava, sempre com o sol a observar-me, a areia ia mudando de textura, tornando-se passo a passo mais húmida, até que do nada senti a envolverem-me os pés, olho e apercebo-me que é o mar, uma imensidão de água há minha frente, parecia não ter fim aquele mundo repleto de vida, ate que decido ficar ali, a observar nada e tudo, sentir o cheiro da água salgada e a água entre os meus pés.
Como é bom me sentir vivo!
Sem comentários:
Enviar um comentário